• Gabriela Ries

Canalizações de Madalena -3o, 4o, 5o dias

Maria Madalena Canalização – Trabalho canalizado quando realizava a Vivência de Luciana Pinheiro – “Semana Santa sob um novo olhar” – 2021 - Por Gabriela Ries




Madalena dia 3


No silêncio eu entendi a conexão de todos, num único amor, num único coração, numa única linguagem, a linguagem da Liberdade.

O amor liberta, o amor nos torna abertos para todas as possibilidades. A consciência também nos liberta, o saber, a sabedoria, o rompimento com ignorância nos permite sermos seres individuais com a livre escolha de amar, de ter livre arbítrio para seguirmos os caminhos que quisermos.

Mas não se iluda, ter o conhecimento sobre a verdade da liberdade e do Puro Amor pode ser doloroso para muitos, pois essa é a realidade do não ego, de não Possessão, do não apego e deixar se incluir nas linhas escritas do Livro da Vida.

É deixar-se ser um livro aberto, com páginas em branco para ir reescrevendo histórias a cada dia que passa, mas uma escrita intuitiva livre amorosa e não violenta. Esse é o Livro do Amor: a verdade da conexão da alma com o seu coração sem apego do Ego. O amor não é um sentimento e sim um estado meditativo, um estado que você escolhe estar ou não.

Você é ou não amor, e amor é conviver com o morrer diário pois os desapegos precisam se esvair com as expectativas.

Eu Plantei sementes de pureza em meu livro da vida, mas precisei reescrever a minha história. Para reescrevê-la, eu precisei me resignar com meu estado, com minhas fragilidades e medos. Me rendi, me entreguei para ele, para o amor sem expectativas... eu dei o que eu mais precisava e só assim pude escrever novas páginas da vida, para então ver brotar de minhas mãos os lírios da Paz, da Paz eterna.

Amém amém amém amém

kodoish kodoish kodoish adonai tsebayoth


Madalena dia 4


Para que eu pudesse silenciar aos pés do mestre eu precisei passar por 7 passos de desbloqueio energético. Vivi em mim A Ira e a raiva de Judas. Essa vibração morava no primeiro portal do meu corpo, na minha base, na minha criatividade e na minha base solar. Mas precisei viver em mim essas dores de desequilíbrio, para eu entender do que nós humanos somos feitos. Só assim saberia dizer sobre a frequência da compaixão. Assim como Marta, o fazer, o se esvair, o sair do centro do aqui agora me dominou. Meu terceiro centro energético atrofiou... aliás isso era algo recorrente nas mulheres da minha geração: perder a vitalidade solar e o seu potencial de luz para os afazeres domésticos. Acolher, cuidar, servir, ajudar ao próximo, transformar a casa no lar, nada tem a ver com esvair-se em tarefas. Essa é uma tristeza para nós mulheres. Nós não precisamos sempre doar, nós merecemos receber. Esse é o nosso talento. Receber, acolher e cuidar da energia. E essa foi minha escolha. Cuidar do Campo vibracional. Sustentar com o mestre a vibração da egrégora. Aos outros parecia que nada fazia. Mas lá dentro de mim, meus centros energéticos trabalhavam freneticamente para redistribuir a energia que nos dominava. E o filtrava, mediava, selecionava e devolvia ao grupo a frequência do mestre.

Essa foi minha grande contribuição. Fui uma grande catalisadora da vibração crística. Talvez nunca entendam a importância deste papel feminino. O papel catalisador que nós mulheres temos. Transmutamos as vibrações do campo masculino e a transformamos em pura criação.

Mas nessa época em que vocês vivem hoje, as mulheres não se conectam mais com o servir, pois entendem isso como Marta entendeu e como Judas olhou. Como distração e acomodação. Eu trabalhei em parceria com o silêncio. E esse foi o meu maior trabalho. Pois somente no silêncio que eu via as palavras do mestre, pois ele falava comigo pelo Som do Coração. E o maior dos trabalhos era ouvir seu coração com tanta interferência externa. Mas, como eu já vivi as vive dentro de mim, reconhecia os ruídos. O silêncio traduziu a palavra do mestre.


Madalena dia 5


Eu era feita de partes, partes fragmentadas, até o momento em que me uni ao todo outro. Foi uma construção interna. Abdiquei de mim mesma, entreguei-me para o vazio da alma e foi nesse vazio que fui preenchida. No momento em que minhas partes foram preenchidas por ele, Pela Luz dele, o meu campo magnético passou a entender o meu papel que era receber. Eu já estava conectada a ele, já sabia, já sentia.

No início sentia a simbiose, a mistura de energias e isso doía na minha alma, pois ele sentia e eu sentia junto; mas o treino, o caminho evolutivo era exatamente ser eu mesma, era ser dona de mim, de minhas partes, da minha energia e do auto Amor. Ao mesmo tempo ter a empatia e a compaixão e sentir o que é o do outro, sem me misturar. Quando foi o momento de dar adeus, fragmentos de mim mesma que iriam se partir, mas foi nesse momento que percebi que precisava ficar mais forte, inteira, pois Cristo precisava morar em mim. Minha Carne acolheria o campo eletromagnético que compúnhamos. Então eu o preparei para a transição e, por amor eu o ungi, como uma benção de nosso amor. Por amor ele iria. Eu sabia que ele precisava do meu amor e não da minha dor, pena ou tristeza. A Kundalini precisou subir, meu coração precisou se fortalecer e esse foi o meu sacro Ofício: libertar Meu Ego e entregar o bem-amado para sua missão. Apoiá-lo onde quer que fosse, pois sabia que ele viveria em mim, por meio de mim, no meu ventre. O ovo havia sido fecundado. Uma nova semente havia sido plantada em meu ser. Nosso legado estava a salvo comigo. Essa foi minha entrega, assim como ele se entregava. Eu sentia medo, assim como ele, pois somos humanos. Mas o Pai sabia o que fazia. O sofrimento era uma ilusão, era só carne. Por Amor, somente por Amor, pudemos suportar nossa despedida. Agora só me restava encontrar com ele em meu coração.

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